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Semana Santa: Sua História e celebração

Semana Santa: Sua História e celebração

A História da Semana Santa

No geral, a Semana Santa reconta a história da paixão de Cristo, assim como sua morte e eventual ressurreição. Desse modo, conta a trajetória de Jesus Cristo na figura do Messias, enviado à Terra por Deus para auxiliar os humanos.

Origem da Semana Santa

De maneira resumida, a trajetória da história da Semana Santa aconteceu em um período de sete dias. Sendo assim, esse é o principal motivo pela qual a celebração dura esse tempo, de modo a homenagear cada uma das etapas a qual Cristo viveu.

Entretanto, somente em 325 d.C, o Concílio de Niceia instituiu a doutrina da Igreja Católica. Eventualmente, essa instituição foi responsável por criar a Semana Santa de maneira oficial. Desse modo, esse Concílio foi presidido pelo Imperador Constantino e desenvolvido pelo Papa Silvestre I.

Por meio deste, ficou decidido quais seriam os livros sagrados e as datas religiosas. Nesse processo, estabeleceu-se a Semana Santa no período entre o chamado domingo de ramos e o domingo de Páscoa.

Ademais, esse Concílio foi responsável por instituir o Catolicismo como religião oficial do Império Romano. Como consequência, houve uma importante contribuição para a difusão dessa religião no mundo.

O que cada dia da semana representa

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém.

Jesus é recebido em Jerusalém como um rei, mas os mesmos que o receberam com festa o condenaram à morte. Jesus é recebido com ramos de palmeiras. 

Nesse dia, são comuns procissões em que os fiéis levam consigo ramos de oliveira ou palmeira, o que originou o nome da celebração. 

Segundo o evangelho, Jesus foi para Jerusalém para celebrar a Páscoa Judaica com os discípulos e entrou na cidade como um rei, mas sentado num jumentinho – o simbolo da humildade – e foi aclamado pela população como o Messias, o rei de Israel. 

A multidão o aclamava: “Hosana ao Filho de Davi!” Isto aconteceu alguns dias antes da sua Paixão, Morte e Ressurreição. 

A Páscoa Cristã celebra então a Ressurreição de Jesus Cristo.

Segunda-Feira Santa

É o segundo dia da Semana Santa, seguinte ao Domingo de Ramos, no qual se recorda a prisão de Jesus Cristo.

Terça-Feira Santa

É o terceiro dia da Semana Santa, onde são celebradas as Sete Dores de Nossa Senhora Virgem Maria. É muito comum também por ser o dia de penitência no qual os cristãos cumprem promessas de vários tipos ou o dia da memória do encontro de Jesus e Maria no caminho do Calvário.

Quarta-Feira Santa

É o quarto dia da Semana Santa. Em algumas igrejas celebra-se neste dia a piedosa procissão do encontro de Nosso Senhor dos Passos e Nossa Senhora das Dores. Ainda há igrejas que neste dia celebram o Ofício das Trevas, lembrando que o mundo já está em trevas devido à proximidade da morte de Jesus.

Quinta-Feira Santa

É o quinto dia da Semana Santa e, na manhã deste dia, nas catedrais das dioceses, o bispo se reúne com o seu clero para celebrar a Celebração do Crisma, na qual são abençoados os santos óleos que serão usados na administração dos sacramentos do Batismo, Ordenação de Padres e Bispos, Crisma e Unção dos Enfermos.

Neste mesmo dia, à noite, são relembrados os três gestos de Jesus durante a Última Ceia: a Instituição da Eucaristia, o exemplo do Lava-pés, com a instituição de um novo mandamento (ou “ordenança”) segundo algumas denominações cristãs, e a instituição do sacerdócio. É neste momento que Judas Iscariotes sai para entregar Jesus por trinta moedas de prata. E é nesta noite em que Jesus é preso, interrogado e, no amanhecer da sexta-feira, açoitado e condenado.

Sexta-Feira Santa ou Sexta-Feira da Paixão

É quando a Igreja recorda a morte de Jesus. É celebrada a Solene Ação Litúrgica, Paixão e a Adoração da Cruz. A recordação da morte de Jesus consiste em quatro momentos: A Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Rito da Comunhão. Presidida pelo presbítero ou bispo, os paramentos para a celebração são de cor vermelha.

Sábado Santo ou Sábado de Aleluia

É o dia da espera. Os cristãos junto ao sepulcro de Jesus aguardam sua ressurreição. No final deste dia é celebrada a Solene Vigília Pascal, a mãe de todas as vigílias, como disse Santo Agostinho, que se inicia com a Bênção do Fogo Novo e também do Círio Pascal; proclama-se a Páscoa através do canto do Exultet e faz-se a leitura de 14 passagens da Bíblia (7 leituras e 7 salmos) percorrendo-se toda história da salvação, desde Adão até o relato dos primeiros cristãos. Entoa-se o Glória e o Aleluia, que foram omitidos durante todo o período quaresmal. Há também o batismo daqueles adultos que se prepararam durante toda a quaresma. A celebração se encerra com a Liturgia Eucarística, o ápice de todas as missas.

Domingo de Páscoa

É o dia mais importante para a fé cristã, pois Jesus vence a morte, ressuscita e mostra o valor da vida. Esse dia é estendido por mais cinquenta dias até o Domingo de Pentecostes.

Leia Mais: Histórias de Santos

                   

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